
Comecei finalmente a ouvir o novo CD/DVD ao vivo. Sim, “o tal“. Mas na faixa 11 parei à porta de casa. Deixo o resto para depois, não será assim?!


Comecei finalmente a ouvir o novo CD/DVD ao vivo. Sim, “o tal“. Mas na faixa 11 parei à porta de casa. Deixo o resto para depois, não será assim?!


Graças a Deus, alguém recorda na tarde as sábias palavras de Borges. E eu respiro de alívio e deixo-me simplesmente regressar à mesma mansidão tranquila:
Creio que a poesia é algo tão íntimo, algo tão essencial, que não pode ser definido sem se diluir. Seria como tentar definir a cor amarela, o amor, a queda das folhas no Outono… Eu não sei como podemos definir as coisas essenciais. Penso que a única definição possível seria a de Platão, precisamente porque não é uma definição, senão porque é um fato poético. Quando ele fala da poesia, diz: «essa coisa leve, alada, sagrada». Isso, eu acredito, pode definir, de certa forma, a poesia, já que não a define de um modo rígido, senão que oferece à imaginação essa imagem de um anjo ou de um pássaro».
Jorge Luis Borges


Só o amor me faz correr
Só o amor me faz ficar
Só o amor me faz perder
Só o amor me faz querer mais
Rádio Macau – “Acordar“
Ora aí está um dos velhos hábitos de pequenina que, por força das circunstâncias, inevitavelmente se perde à medida que o tempo nos cresce nos pés: … calçar “os sapatos dos crescidos”.
Para ver e ouvir: aqui
(*) remexendo os baús de família: com 6 anos, fotografada pelo pai.



Mesmo que os cantores sejam falsos como eu / Serão bonitas, não importa / São bonitas as canções

Saiba que os poetas como os cegos / Podem ver na escuridão / E eis que, menos sábios do que antes / Os seus lábios ofegantes / Hão de se entregar assim: / Me leve até o fim / Me leve até o fim

Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso / São bonitas, não importa / São bonitas as canções / Mesmo sendo errados os amantes / Seus amores serão bons
Edu Lobo – “Choro Bandido”

