Joao Gilberto & Bebel Gilberto – Diga
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Agosto, mês das ‘garotas do bem’
Maio 14, 2008
Bebel Gilberto – August Day Song
Cantou a minha canção, aquela que a Adriana escolhe sempre para me brindar. Mas mesmo assim, eu não consigo evitar a saudade dos botecos de Amesterdam e dos bares de sub-cave novaiorquinos, onde tudo fica mais fluido e genuíno. Definitivamente, o público da Aula Magna comprou ingresso mas não entendeu ao que ia e Bebel, que acusa as plateias que tem pela frente como ninguém, não se soltou mais que por breves assomos.

«essa coisa leve, alada, sagrada»
Maio 12, 2008
Graças a Deus, alguém recorda na tarde as sábias palavras de Borges. E eu respiro de alívio e deixo-me simplesmente regressar à mesma mansidão tranquila:
Creio que a poesia é algo tão íntimo, algo tão essencial, que não pode ser definido sem se diluir. Seria como tentar definir a cor amarela, o amor, a queda das folhas no Outono… Eu não sei como podemos definir as coisas essenciais. Penso que a única definição possível seria a de Platão, precisamente porque não é uma definição, senão porque é um fato poético. Quando ele fala da poesia, diz: «essa coisa leve, alada, sagrada». Isso, eu acredito, pode definir, de certa forma, a poesia, já que não a define de um modo rígido, senão que oferece à imaginação essa imagem de um anjo ou de um pássaro».
Jorge Luis Borges

Esta manhã.
Janeiro 28, 2008
Meu stock de mel do seu ‘Morro’ está terminando. Sniff!

Essa saiu péssima!

Beliscando delicadamente algumas delicadezas.

Fazendo de conta que estou na fazenda…

… e sonhando com um ‘certo’ café da manhã aqui.

Su prisión es su libertad
Fevereiro 25, 2007
Os cavalos vagueiam pelos campos porque são incapazes da fuga, garantem-me. E eu sei que sim, que não mentem, porque já os observei muitas vezes e vi que nunca ultrapassam a última cerca. E também sei que, por mais desenfreado o galope, hão-de obedecer ao assobio e regressar à noitinha, sozinhos e bem mandados. Recolhem à cavalariça e deixam-se amarrar à baia. Têm os olhos na palha e isso basta para que não oponham resistência. E depois dormem de pé, os cavalos, a magicar galopes que darão quando for manhã e lhes vierem abrir as portadas outra vez.
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E, pensando nisto, vem-me à cabeça uma ideia que, não sei bem porquê, me fala em castelhano. Olho os cavalos e já não os acho tão belos assim. Nem quando galopam. Olho os cavalos, daqui, e penso:
su prisión es su libertad.

"O caminho só existe quando você passa"
Fevereiro 25, 2007
Chove torrencialmente em Lisboa. Fizemos bem em sair da cidade. O céu abre-se adiante: está tudo azul, lá mais à frente.
E, como sempre, a rádio não podia ser mais exacta:
“Vamos fugir / Desse lugar, baby / Pra onde quer que você vá / Que você me carregue / Pois diga que irá / Irajá, Irajá / Qualquer outro lugar comum / Outro lugar qualquer / Qualquer outro lugar ao sol / Outro lugar ao sul / Céu azul, céu azul“
Skank – “Vamos Fugir“
(Gilberto Gil e Liminha)

Isso é que foi dormir, hein?!
Fevereiro 17, 2007
09:15
Fevereiro 17, 2007
Um relance no monitor.O reflexo do que está por detrás do outro lado da janela. Azul! Lá fora está a ficar tudo mais azul.

