Arquivo da categoria ‘pela janela’
Julho 15, 2007
Hoje, às 9 horas:
Acordaram, os dragões. Reparando bem, por cima do dorso plano onde a cidade dá o flanco ao horizonte, pode ainda ver-se o fumo turvo do fogo que cospem em arrasantes vôos rasantes. E não será de todo de estranhar, pois que é sabido que onde há colinas, castelos e mouras sempre haverá dragões prestes a despertar.
Hoje,às 19 horas:
Mas se passaram por aqui, já foram embora. O medo gosta de se espalhar e, por isso, nunca pode entregar-se ao capricho de parar muito tempo no mesmo lugar. Por mais atraente e sedutora que a ideia lhe possa parecer.
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Julho 12, 2007

Esta manhã, pela janela: o Sol caindo a pique sobre o terraço.
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Julho 8, 2007

Primeiro pensamento do dia: subitamente, esta passou a ser a minha janela preferida da casa.
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Junho 19, 2007

Acendem-se os candeeiros da rua. Dentro da casa do Princípe Real, tudo cintila. Tudo reverbera ideias luminosas. Porque, a seguir ao crepúsculo, há lugares que são ainda mais propícios à criação.
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Maio 27, 2007



Essa réstia, do lado de fora da minha cama. Os últimos instantes da consciência. A última coisa que vejo. Como quem já vai dormir e gosta.
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Maio 24, 2007

1ª versão – Os carros em fila, presos no trânsito, seguem paralelos à fileira de borboletas presas ao paredão.
2ª versão – Por cada carro da fila, preso no trânsito, há uma borboleta presa no paredão.
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Maio 1, 2007

Chovendo de um lado…

… ventando do outro…

… e eu aqui: a salvo do temporal.
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Abril 28, 2007

Abrindo os olhos… começando lentamente a cruzar as coordenadas do espaço com as coordenadas do tempo… o cérebro principiando a processar a informação que chega pelos sentidos… é a minha máquina humanóide cozinhando tudinho cá dentro… lá fora… cumprindo a sua função, eu creio. E, como num passo de mágica, eis que a realidade retorna e o mundo volta a aparecer em redor, após o estranho hiato do sono.
(…)
Olhos abertos, agora.
Não, hoje NÃO acordei sobre um estrado de madeira.
(…)
E eu pulo da cama a Bem-Dizer o dia, porque – sejá lá o que for – são sempre de agradecer as manhãs em que acordamos com uma certeza da qual não há por onde duvidar.
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Abril 25, 2007

Assistindo, de janela, à noite pegando fogo… o vermelho a implodir a escuridão… a derramar-se pelo céu… alastrando… alastrando… alastrando… avermelhando tudo, especialmente a metade esquerda do peito. Como outrora.
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Abril 14, 2007

Dói mais fundo tudo o que se corta rente à pele.
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