Posts de Abril, 2007
Abril 30, 2007

Eu, pensando, no breu do Coliseu de Lisboa: é absolutamente extraordinária a quantidade de mortes que a vida consegue suportar em vida!
(*) Fiz uma descoberta fantástica no YouTube: a imagem que guardo da primeira vez que vi a cena da Morte do Cisne, então num ecrã a preto e branco, dançado pela imensíssimamente única Maya Plisetskaya. Corresponde também à primeira vez em que me recordo de ter percebido que o sublime não é possível: é real.
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Abril 30, 2007

III Acto: entrada de Odile, o Cisne Negro, no Baile do Palácio. Magistral sequência de 32 grand pirouettes que invariavelmente conto em silêncio, só com um indelével tremor de lábios a denunciar-me e a fazer-me baixar a cabeça, no embaraço de poder parecer demasiado exigente diante da perfeição. E esta noite foi só “quase” perfeito: foram 31, mais uma correção discreta que quase conseguia iludir a contagem. Deslumbrante, ainda assim! Deslumbrante.
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Abril 30, 2007

Eu, pensando, no breu do Coliseu de Lisboa: é sempre extrema a violência daquilo que nos é brutalmente familiar!…
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Abril 30, 2007



O Coliseu de Lisboa, a instantes de assistir a O Lago dos Cisnes, pelo Moscow Classical Ballet.
Eu, sentada, a instantes de assistir o primeiro clássico após a interdição que, este Janeiro, completou 20 anos.
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Abril 30, 2007

A chover / a trovejar / e as bruxas / a dançar
Lenga-lenga
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Abril 30, 2007

Acabo de assistir à demonstração de um carro que avança na vertical e tem gasolina suficiente «para fazer a estrada do céu até ao fim». Coloco directo na minha Lista de Máquina Desejante, lógico. O carro e o Guilherme. Ou, quem sabe, um outro filho que saia igualzinho a ele.
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Abril 30, 2007

Debaixo da pedra / mora um bichinho / de corpo cinzento / muito redondinho / tem medo do sol / tem medo de andar / bichinho de conta / não sabe contar / muito redondinho / rebola, no chão / rebola, na erva / e na minha mão
Lenga-lenga (memória dos 4 anos, ou qualquer coisa por aí)
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Abril 29, 2007


No espectáculo de Joaquín Cortés, esta noite, em Elvas.
Em reverência absoluta. Tendo bem presente que há momentos irrepetíveis e que é crime de lesa-pátria permitir que nos passem ao lado.
(*) Fotos graças ao Nuno Veiga, que providencialmente levou a câmara!…
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