
E então Pequena Cria abriu as asas, alçou o voo e ganhou o céu.
Azul (assim!): limpo.
Posts de Março, 2007

Minha Menina!…
Março 31, 2007
‘Coincidentemente’
Março 31, 2007
Deixando o aeroporto, reparo que colocaram na vitrine a ilustração perfeita da única recomendação materna que me lembrei de fazer: abra muito os olhos e devore o mundo, Minha Estrela!

Mensagens subliminares
Março 31, 2007


Reparando bem, as paredes falam. O propósito da vida está por todo o lado, escrito em letras garrafais. Para todo o mundo ler e ninguém errar a mensagem. Não há como falhar os sinais. Em qualquer direcção que se olhe, eles aí estão: bem visíveis.

Missing in Action
Março 26, 2007
Por uma razão ou por outra, eis o cenário previsto para toda a semana: no “escurinho” do backstage.

… Fui!
Março 16, 2007
Manhã, rente à Praia do Guincho: céu de incondicional liberdade.
Quer saber?! Folgas tardam, mas não falham.

Escrito num muro de Lisboa
Março 16, 2007
Em trânsito por Lisboa. Barrada num providencial sinal vermelho. Para bater de frente com qualquer coisa que fica entre o garante e a evidência: não, afinal não somos todos iguais. Finalmente, não somos.
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Entre todos sobram alguns. Alguns poucos bastantes. Para nos remediar desses tantos todos, que são muitos e são tantos, e são tão pouco nos muitos que todos são.
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45 segundos de atraso para seguir de alma mais descansada: os muros de Lisboa ainda falam e as paredes ainda se confessam.
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E está tudo certo, então. As calçadas ainda dão pelo nome e a cidade ainda pertence aos que rasgam o peito na rua. Só por isso já terá valido a pena. O atraso, o sinal fechado no vermelho, Lisboa e mais os 45 segundos. Posso seguir mais tranquila e menos só: bati de frente com o rasto dos que ainda cospem amor e, espichando o amor assim escarrado – com o igual despudor dos loucos e a mesma arrogância dos amantes – fazem a cidade sua, por se tornarem mais carne e menos gesso, menos sombras e mais poetas. Quase artistas, quase donos, não sei se da obra assinada a tinta, ou se da sua obra ser só, em bom rigor, a obra de não ser obra nenhuma.
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E está tudo certo, então. Afinal as paredes falam, as esquinas cospem espichos de amor escarrados e Lisboa ainda é dos que ficam nús contra o tijolo.
A crú. Como os muros da cidade.

Defesas naturais
Março 16, 2007
Remexendo nos baús da Amazónia. Armas e jóias simples são tesouros raros. Coubessem no cofre, e eu guardava.


